Policia

Organização que movimentou R$ 30 mi e ordenou mortes é alvo de operação com prisões em AL

Uma operação deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira (24) resultou na prisão de líderes de uma organização criminosa em Maceió e Marechal Deodoro. O grupo, investigado desde 2025, é apontado como responsável por movimentar cerca de R$ 30 milhões em atividades ilícitas, além de envolvimento em homicídios ligados à disputa pelo controle do tráfico de drogas no Paraná.

De acordo com as autoridades, a investigação teve início em junho do ano passado, a partir de uma ação integrada entre as Polícias Civil (PC) e Militar (PM) do Paraná. Ao longo das apurações, foi identificada uma organização criminosa estruturada, com atuação no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em crimes violentos.

Um dos principais desdobramentos do inquérito foi a descoberta de que as lideranças da organização haviam se mudado para Alagoas, de onde continuavam comandando as atividades criminosas no Sul do país. A estratégia, segundo a polícia, buscava dificultar a ação das forças de segurança e manter o funcionamento da rede criminosa a distância.

Nesta etapa da operação, foram expedidos cinco mandados de prisão, todos cumpridos com apoio das forças de segurança de Alagoas. Parte das ordens judiciais foi executada em uma unidade identificada como “CEO”. Os presos são apontados como integrantes do alto escalão da organização.

O delegado Igor Diego, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), divulgou um vídeo com detalhes da ação e reforçou que o objetivo é desarticular completamente o grupo. Já o delegado Thiago Teixeira, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), destacou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização.

“A operação evidencia a articulação entre Estados no combate ao crime organizado, especialmente contra grupos que atuam de forma descentralizada e utilizam diferentes regiões do país como base para expandir suas atividades ilícitas”, destacou o delegado.

*GazetaWeb

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