Eraldo Rodrigues Neto, de 21 anos, caiu em uma plataforma conectada à Ponte Divaldo Suruagy e só depois despencou na Lagoa Mundaú, onde rapidamente afundou e desapareceu. Esses detalhes foram contados pelo colega Jealisson Carlos, um ajudante de obra que afirmou ter presenciado toda a situação e ter tentado retirar o trabalhador da água, sem êxito.
O jovem, que está sumido há mais de 24 horas, estava trabalhando na manutenção da ponte em uma obra do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Ele é empregador da construtora que executa os serviços.
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas (SRTE-AL) embargou a obra na Ponte, durante uma inspeção no local nesta quarta-feira (14).
De acordo com um auditor fiscal, que estava na obra, situações de grave e iminente risco foram encontradas, especialmente no piso da plataforma de trabalho e a ausência de linhas de vida, por exemplo.
O auditor explicou à Gazetaweb que as linhas de vida são cabos independentes e fixados para a conexão dos cintos de segurança.
Jealisson Carlos, o ajudante de obras que relatou ter visto toda a situação, afirma que Eraldo usava o cinto de segurança, no entanto, ele teve que se deslocar para realizar um serviço em outro ponto da obra, momento em que precisou tirar o equipamento de proteção. No deslocamento, há tábuas, que pelas condições, dificultavam o trabalho, segundo o colega de Eraldo.
“O momento em que ele tem que se afastar, o cinto de segurança não chega à distância, ele teve que soltar o cinto para poder fazer o trabalho dele em outro local. Nesse momento em que ele teve que se afastar, quando ele andou por cima das tábuas, a tábua quebrou, ele passou direto, caiu embaixo”, relatou Jaelisson em entrevista à TV Gazeta.
De acordo com Jaelisson, a dificuldade de Eraldo em conseguir nadar ocorreu porque, antes de cair na Lagoa Mundaú, o trabalhador despencou em uma plataforma e se machucou.
“Embaixo tem plataforma, onde ele se machucou. Caiu em cima da plataforma para depois cair no rio. Quando ele caiu no rio, foi corre-corre. A gente correu pra lá, ele ainda tentou se debater na água, mas, acho que devido ao machucado dele, ele não conseguiu nadar”, contou o ajudante de obra.
Ainda segundo Jaelisson, ele tentou, junto com algumas pessoas que estavam no local, retirar Eraldo da água, usando boia.
“A gente ainda entrou pela beira do rio – um rio muito fundo -, a gente tentou levar as boias, mas infelizmente ele afundou muito rápido e desapareceu”, afirmou Jealisson Carlos.
O Corpo de Bombeiros informou que estendeu as buscas, para serem realizadas também na noite desta quarta-feira (14).
O órgão foi acionado para iniciar as buscas por volta das 15h30 dessa terça-feira (13).
As equipes ainda procuraram pelo trabalhador com cinco mergulhadores até o início da noite, mas pelas condições noturnas, a busca foi suspensa e iniciada na manhã desta quarta-feira (14).
Ao longo de todo o dia, as buscas permaneceram, mas, mais de 24 horas depois, o trabalhador não foi encontrado.
*GazetaWeb