Israel não pode ter como alvo integrantes do movimento islâmico Hezbollah que não estejam participando ativamente dos combates e, ao fazê-lo, viola as normas internacionais sobre a condução da guerra, afirmou o órgão de direitos humanos da ONU nesta terça-feira (24). Da mesma forma, o envio de mensagens de texto por telefone à população libanesa para que se afaste dos locais onde o Hezbollah supostamente esconde armas não isenta as forças armadas israelenses “de sua obrigação de proteger os civis, que está acima de tudo”, disse a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, à imprensa internacional.
“Dizer às pessoas para fugirem não torna aceitável lançar bombardeios sabendo que o impacto sobre os civis será enorme. Aqueles que podem ser membros de um determinado grupo, mas que não estão participando ativamente das hostilidades, não podem ser alvos”, explicou. De acordo com a porta-voz, o envio de dezenas de milhares de mensagens desse tipo espalha o terror entre as pessoas e implica a suposição de que “a população sabe onde as armas estão escondidas”. Shamdasani declarou que os métodos de guerra usados por Israel no Líbano são preocupantes e que é duvidoso que respeitem a lei humanitária internacional, dado o alto número de vítimas, pessoas deslocadas e instalações civis atacadas em um único dia.
*Com informações da EFE
Publicado por Marcelo Bamonte