Connect with us

Published

on

Agentes do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) acionaram a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) após serem acusados de agredir e torturar um mototaxista, de 24 anos, detido durante uma fiscalização, em Maceió. Os agentes também alegam estar recebendo ameaças em grupos de WhatsApp devido à ocorrência.

Durante fiscalização no Jardim Petrópolis, na parte alta da capital, na manhã de quarta-feira (6), o rapaz foi detido e levado pela Guarda Municipal à Central de Flagrantes, no Tabuleiro do Martins.

Segundo os agentes, o mototaxista estava fazendo gravações e enviava vídeos e áudios em grupos de WhatsApp com o intuito de prejudicar a operação e alertar os condutores a não passarem pelo local, incitando ódio.

Ao chegar à Central de Flagrantes, no entanto, as equipes do DMTT e da Guarda Municipal foram informadas que o indivíduo deveria ser conduzido ao 25° Distrito Policial de Fernão Velho, para fazer um Termo circunstanciado de ocorrência (TCO) por injúria. Foi quando o preso disse que foi agredido e torturado pelos agentes.

Colegas de trabalho, inconformados com a denúncia do rapaz, criaram um grupo no WhatsApp intitulado de “Protesto contra a perseguição da SMTT aos trabalhadores de Maceió”, que conta com mais de mil participantes.

Mensagens em  grupo de WhatsApp
Mensagens em grupo de WhatsApp | Foto: Cortesia

Áudios repassados à Gazetaweb mostram um integrante do grupo dizendo que, “quando pega um fi da p… desse sozinho mete bala e o cara ainda é errado”. Outro recomendou: “Esses caras tão bom de levar uma pisa. É bom se juntar uma galera boa e dá uma pisa nesses filho da p…”.

“Descobrir onde ele mora, aí dá certinho pra ele”, disse outro integrante. “…vamos fechar a SMTT, vamos fechar o BPTran…é caçar quem nos tá prejudicando”, falou outro.

As ofensas e ameaças continuaram: “Os p…no ra… da SMTT vai ter que se arromb*r…”. “Se eu pegar um peste desse eu mato ele na minha própria mão”. “É bom o cara com uma bomba passando aí”. “Uma (bomba) caseira no meio da blitz da SMTT”.

O mototaxista, por sua vez, foi liberado e, nas redes sociais, gravou um vídeo onde diz trabalhar como entregador, como, também, retratou-se do erro. No mesmo vídeo, os agentes o aconselharam a não fazer mais a prática de divulgar blitz e ações de fiscalização em grupos de WhatsApp.

Representação criminal

Ainda na quarta-feira, o diretor-presidente do órgão municipal, André Costa, esteve reunido com o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), Gustavo Xavier. A visita aconteceu para protocolar uma representação criminal referente à ação de supostos motoristas por aplicativos e motociclistas.

Na ocasião, foi passado pelo diretor-presidente do órgão municipal à cúpula da PC/AL que o grupo de motociclistas e motoristas estão utilizando os grupos para incitar a prática de crimes de homicídio, incêndio criminoso e danos ao patrimônio público contra agentes de trânsito e guardas municipais de Maceió.

O DMTT ressaltou que está de portas abertas para a população e as mais diversas categorias e reforça que, em hipótese alguma, admitirá ameaças contra a vida de qualquer pessoa e de qualquer agente público.

Nota de repúdio

O Sindicato dos Agentes Municipais de Fiscalização de Trânsito de Alagoas (Sindatran/AL), por meio de nota, repudiou o ocorrido. Confira:

O Sindicato dos Agentes Municipais de Fiscalização de Trânsito de Alagoas (Sindatran/AL) vem publicamente repudiar o ocorrido no qual agentes de trânsito estão sendo perseguidos por um grupo no qual se identifica como motociclistas e motoristas entregadores por aplicativos.

Na ocasião, um homem foi preso por incitar o ódio nas redes sociais e divulgar operações do DMTT e Guarda Municipal no Jardim Petrópolis.

Ao chegar na Central de Flagrantes, as equipes do DMTT e da GM foram informados que o indivíduo deveria ser conduzido ao 25° DP (Fernão Velho) para fazer um TCO por injúria.

No entanto, já no DP foram orientados a retornarem para a Central de Flagrantes para o conduzido ser enquadrado pelo crime do Art. 265 do Código Penal Brasileiro.

Na Central de Flagrantes, o homem deu entrada sem nenhum sinal de tortura, fato comprovado pelo RECIBO DO PRESO, no qual a Polícia Civil só recebe preso sem enviar para o exame de corpo e delito somente com o preso estando em perfeitas condições físicas.

O Sindatran/AL se solidariza com os agentes de trânsito e guardas municipais envolvidos e parabeniza pela condução exemplar na situação da prisão.

 

*Greyce Bernadino/GazetaWeb

Advertisement
Click to comment

Deixe uma resposta

Verified by MonsterInsights