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Amigos e familiares de Valkiria de Brito se despediram, na noite desta segunda-feira (26), da mulher morta pelo ex-companheiro dentro de uma loja de um shopping na parte alta de Maceió. O feminicídio seguido de suicídio ocorreu na noite desse domingo (25). O sepultamento de Valkíria foi realizado em um cemitério do Benedito Bentes.

A despedida de Valkiria ocorreu sob forte comoção. Amigos definiram a mulher como uma “pessoa maravilhosa”, uma “mãe cuidadosa” e uma “amiga incrível”. Ela deixou três filhos, mas nenhum deles fruto do relacionamento com Edvaldo Bemvindo Silva, de 52 anos.

Valkiria de Brito Cavalcanti, de 40 anos, foi morta pelo ex-companheiro enquanto trabalhava em Maceió – Foto: Reprodução

Edvaldo matou Valkiria nesse domingo, quando ela completava 40 anos de idade. A mulher estava dentro da loja, onde ela era gerente, quando foi baleada pelo ex-companheiro, que não aceitava o término do relacionamento.

Valkiria e Edvaldo conviveram em uma relação de indas e vindas, por dez anos, segundo o delegado que investiga o caso, Nivaldo Aleixo. De acordo com a autoridade policial, ela tinha acabado definitivamente com o relacionamento há quatro meses e estava com outra pessoa, fato que o homem não aceitava.

O velório de Valkiria iniciou às 16h e ela foi sepultada por volta das 19h desta segunda. Margarida Amorim era amiga da vítima e diz não entender o que aconteceu com Valkiria.

Natália, outra amiga de Valkíria, diz que a mulher era um “ser humano de luz”. “Uma amiga incrível. Ser humano de luz, que infelizmente teve a vida ceifada como muitas mulheres. Isso tem que acabar. Várias mulheres são atingidas, porque um pedaço de todas nós foi levado”, expõe Natália, em entrevista à TV Gazeta.

Segundo a delegada e coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Ana Luiza Nogueira, Valkiria não havia registrado nenhum boletim de ocorrência relacionada à violência doméstica e nem solicitado requerimento de medida protetiva de urgência.

Nivaldo Aleixo afirmou que, apesar disso, a mulher já tinha sofrido ameaças. “Conversamos com vizinhos e pessoal da loja que disseram que o relacionamento era conturbado. Apreendemos os celulares dele e dela para perícia e tomamos conhecimento que ele fazia várias ameaças para ela, mas ela nunca acreditou”, afirmou o delegado.

*Mariane Rodrigues,  TV Gazeta.

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