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Israel está preparando uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. No quarto dia de guerra, autoridades israelenses afirmam que a situação na fronteira “está controlada” e já dão como certa a invasão no território palestino. Segundo o general Dan Goldfus, da 98ª Divisão da infantaria do Exército israelense, os ataques contra o Hamas serão “maiores e mais severos”. “O próximo passo é avançar, começar a ofensiva e atacar o grupo terrorista Hamas”, anunciou, em conversa com jornalistas locais. “Precisamos mudar a realidade em Gaza para evitar que aconteça de novo, dure o tempo que durar”, acrescentou o geral. Com mais de 300 mil reservistas acionados, Israel planeja uma invasão em Gaza sem precedentes. “Vocês vão ter a possibilidade de mudar a realidade aqui. Gaza nunca mais será a mesma. O Hamas queria mudança em Gaza e vai ter a mudança oposta. Eles vão se arrepender”, disse o ministro da defesa Yoav Gallant às tropas na região de fronteira. O ataque por terra, assim, parece ser questão de tempo. “Israel vai lançar a maior operação conjunta (ar, terra, mar e espaço) contra Gaza da história”, afirmou o especialista John Spencer, do Modern War Institute da academia militar americana West Point, através do Twitter.

Especialistas preveem dificuldade e banho de sangue

Até o momento, mais de 1.800 pessoas morreram em decorrência do conflito, sendo ao menos mil em Israel e 820 na Faixa de Gaza. A ofensiva terrestre dos israelenses promete aumentar esses números. Com mais de 2 milhões de pessoas, a região palestina é densamente populosa e deve sofrer com mais perdas de civis. Ao mesmo tempo, a tendência é que o exército israelense não tenha facilidade no território do Hamas. Isto porque, embaixo do labirinto de ruas estreitas e superpovoadas, há uma forte rede de túneis apelidados de “metrô de Gaza” pelo exército de Israel. Centenas de túneis foram escavados debaixo da fronteira de 14 km entre Gaza e o Sinai egípcio para a circulação de combatentes, armas e outros produtos de contrabando. Assim, os combatentes se deslocam a 30 ou 40 metros de profundidade, fora do alcance dos ataques, ocultando sistemas lança-foguetes que levam à superfície usando alçapões.

De acordo com o diretor de pesquisa do Soufan Center, Colin Clarke, o Hamas “conhece seus túneis de cor”. “Alguns provavelmente têm armadilhas. Preparar-se para combater nesse terreno… Exigirá muita informação, algo que os israelenses talvez não tenham”.  Para Alexandre Grinberg, do Instituto de Segurança e Estratégia de Jerusalém, “todos sabem que [o conflito terrestre] será longo e difícil, com muitas perdas”. Fora a expectativa de perder soldados, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também precisa colocar na conta do ataque os israelenses feitos de reféns pelo Hamas. “A sociedade israelense não perdoará se a vida dos reféns não for prioridade e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sabe disso perfeitamente”, observa Sylvaine Bulle, especialista de Israel do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS).

*Com informações da AFP

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