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Com o intuito de somar esforços às ações de prevenção da violência contra a população feminina, a Secretaria de Saúde de Maceió promove, por meio da Coordenação Técnica de Atenção à Saúde da Mulher e Rede Cegonha, no próximo dia 22 de agosto, o “Seminário de Violência Contra a Mulher”.

O evento – que será realizado no auditório da sede da Polícia Federal, em Jaraguá, a partir das 8h30 – terá ênfase na violência obstétrica, uma questão que também será abordada com as usuárias do SUS nas unidades de saúde do Município, em ações educativas e nas atividades do Dia D da Campanha Agosto Lilás, alusiva ao tema.

“A finalidade do Seminário é atualizar os profissionais de saúde do Município, para qualificar a assistência a mulheres que buscam os serviços de saúde, após serem vítimas da violência, sejam afetadas em sua integridade física ou na sua saúde mental”, assinalou a coordenadora técnica de Atenção à Saúde da Mulher e Rede Cegonha, Suzângela Mendonça.

O Seminário – que também é direcionado para profissionais de saúde do sistema prisional que atuem na prestação de assistência à saúde da mulher – trará, como conteúdo, diversas palestras com especialistas na área. Na oportunidade, será lançada ainda a Cartilha da Violência Obstétrica, um novo recurso para ser utilizado na promoção e educação em saúde e para a conscientização sobre o assunto.

O evento, que disponibilizará 90 vagas, já está com inscrições abertas. Para participar, os interessados devem acessar o link https://eventos.sms.maceio.al.gov.br/login e preencher um formulário com os dados necessários. Mais informações podem ser obtidas junto à Coordenação Técnica, pelo telefone (82) 3312-5473.

Importância do tema

A violência contra a mulher é uma das principais formas de violação de Direitos Humanos na atualidade, em todo o mundo. Pode acometer mulheres em diferentes faixas etárias, econômicas, étnicas, geográficas, etc.

Assim como as demais formas de violência, a violência contra a mulher sobrecarrega os sistemas de saúde de diversos países, por comumente gerar danos permanentes à integridade física e à saúde mental da vítima, resultando na necessidade de tratamento continuado nos serviços de saúde.

Pesquisas

Pesquisas realizadas no âmbito da área de saúde já identificaram  que as mulheres que passam por situações de violência apresentam, como consequências dessa realidade, sentimentos de tristeza, desânimo, baixa auto-estima e incapacidade, entre outros.

Em função da violência, acabam por desenvolver doenças inflamatórias ou imunológicas, obesidade e gastrite, além de apresentarem lesões, fraturas e mutilações, que resultam em dificuldades de relacionamento – no trabalho e na família – e sexuais, tabagismo, etc., problemas que impactam não só as relações familiares, mas o mercado de trabalho e a saúde pública.

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