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A Polícia Civil de Alagoas apresentou, no início da tarde desta quinta-feira, 25, mais detalhes de como uma quadrilha atuava em ataques em agências bancárias de Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. Segundo os delegados responsáveis pelas investigações, os criminosos tentavam distrair as vítimas e trocavam até os adesivos dos caixas eletrônicos para redirecionar os telefonemas a uma central de atendimento falsa. As vítimas podem passar das dezenas.

O delegado Thales Araújo afirmou que o grupo entrou no radar da polícia alagoana após atuação em uma agência bancária no bairro da Pajuçara, onde se aproveitava de subterfúgios que distraíam a vítima para efetuar a troca de cartões e transferências ilícitas. A quadrilha é especializada em vítimas vulneráveis, como idosos e pessoas que, após observação, a organização percebia que tinham dificuldade em operar os caixas de autoatendimento.

“Aplicando diversas estratégias diferentes, eles passam a subtrair valores das vítimas. Esses estratagemas vão desde observar a vítima, observar a senha dela, provocar um encontrão ou esbarrão, alguma história que eles consigam trocar o cartão da vítima sem que ela perceba, e a partir daí fazer transações. E até distrair a vítima que está fazendo o saque, para que ela olhe para algum lado e um outro membro da quadrilha subtraia o dinheiro, e aí chegue alguém como se fosse do banco ou outro cliente para dizer que a máquina está com defeito”.

A investigação apontou que o grupo é da Paraíba e que se deslocava para os estados da região sul do Nordeste em determinada época do mês, de recebimento de salário e aposentadoria desses idosos.

Quadrilha criou central de atendimento falsa – Após identificar três membros da quadrilha e ter autorização de prisão da Justiça de Alagoas, os policiais foram até a Paraíba, onde deram de cara com o grupo praticando mais um crime.

“Esse flagrante, além do mandado de prisão que pré-existia referente a Alagoas, conseguimos prendê-los em flagrante na Paraíba. A PC de Alagoas prendeu em flagrante na Paraíba, uma coisa um pouco rara, mas efetuamos isso. Com o flagrante, conseguimos levantar uma série de elementos informativos que demonstraram o grau de especialização dessa organização criminosa”, disse o delegado Daniel Mayer.

“Não era só o mero erro da vítima, que muitas vezes tem pouco cuidado, mas também o nível de especialização chegou ao ponto deles recrutarem para a organização criminosa um dono de gráfica para imprimir papéis com logomarcas de bancos, por exemplo: Caixa Econômica Federal e Banco 24 horas, com o número de telefone referente a uma central de atendimento própria da organização. Eles saem substituindo em todos os caixas eletrônicos de uma agência bancária, quando ela está fechada eventualmente, e colocando aquele adesivo que vai induzir a pessoa ao erro. Então qualquer problema que a pessoa tiver no caixa eletrônico, vai ligar para uma central que vai ser recepcionada pelos suspeitos dos crimes”, detalhou.

De acordo com Mayer, a organização criminosa foi desbaratada, mas a polícia alagoana ainda aguarda o material apreendido na Paraíba ser enviado para que possa identificar mais pessoas envolvidas no crime.

“Conseguimos identificá-los porque eles atuaram em uma agência no bairro da Pajuçara. Quando fizemos a prisão em flagrante deles, eles tinham acabado de sair de uma agência bancária, no bairro do Bessa, em João Pessoa, com 46 cartões de créditos de pessoas diferentes, com a maquineta que eles passavam o cartão e sacavam todo o limite”.

A Polícia Civil nomeou a operação de ‘Clone’ porque estuda o risco da quadrilha ter criado clones desses cartões furtados. “Estamos estudando ainda, não podemos adiantar muita coisa”, resumiu Mayer.

A operação contou com o apoio da Inteligência da Polícia Rodoviária Federal, da Delegacia de Guarabira-PB e da Delegacia de Defraudações da Paraíba, além da Polícia do Turista-PB.

 

Paulo Victor Malta

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